O meu cunhado


Ele estava amargurado
Também um pouco abobalhado
Com seu coração quebrantado
E semblante amanteigado
Sobre a mesa debruçado
Pensando não estar adaptado
ao jeito dela agrosseirado.
Sentindo –se ajumentado
e ao mesmo tempo algemado
àquele coração desalmado
e muito do desavergonhado.
Mas com belos olhos acastanhados
que conhecera no feriado
e que o deixara admirado.
Pena tudo ter terminado
e apenas lembranças ter restado
daquele caso de amor ensaiado
orvalhado, que havia ele desfrutado.